Por que perdemos nosso precioso tempo com besteiras?

Escrevo com a imagem de César Cielo tricampeão mundial dos 50m rasos da natação, chorando copiosamente enquanto escuta o hino nacional como trilha da sua epopeia esportiva.

Imagino o que possa estar passando na cabeça dele. Sacrifícios colossais na busca por patrocínio, o dia a dia espartano, acordando cedo, treinando até o limite da força dos músculos, cuidados quase obsessivos com tudo o que come, e a imensa ansiedade que como fantasma de filmes de terror lhe sussurra: será que você é bom mesmo?

Como atleta, ele julgou que ser o melhor homem do mundo na água  durante ínfimos  21 segundos valia a pena o preço que pagou da vida inteira de dedicação. Pessoalmente jamais faria tanto por tão pouco, mas admiro atletas por um simples traço de caráter: eles pagam o preço por aquilo que eles julgam importante.

E você paga?

Para pessoas comuns, que compõem a quase maioria dos que frequentam esse espaço virtual, o que é importante pode ser resumido em algumas frases que ouço:

“Quero ter um relacionamento próximo com Deus.”

“Quero ser amigo do meu filho.”

“Quero ser um profissional de excelência.”

“Quero ser feliz em um relacionamento amoroso.”

“Quero ter liberdade financeira.”

Apesar de poderem falar sem pestanejar sobre o que realmente vale a pena,  quando eles olham o que fazem todos os dias como hábitos instalados em suas vidas percebem que não estão a caminho de construir nenhuma das coisas que julgam importantes.

Essa incoerência fatal nos leva aos nossos principais problemas..

Nos endividamos porque compramos bugigangas.

Entramos em crise matrimonial porque damos tempo a tudo menos para o nosso cônjuge.

Temos crises espirituais porque  buscar a Deus de verdade nunca foi uma prioridade para nós.

Nossos filhos são estranhos para nós porque nunca paramos para ouvir o coração deles.

Por que então gastamos nosso tempo em besteira?

Tenho percebido pelo menos cinco equívocos nas pessoas:

  1. As pessoas pensam que tudo vai dar certo não importando o que façam. É o otimismo cego. É fé na fé.  É querer colher onde não plantou.
  2. As pessoas simplesmente se resistem a mudar. Viciamos em comportamentos e rotinas que acabam se tornando vacas sagradas inamovíveis. Mudar causa dor, e a dor sempre nos assusta.
  3. As pessoas percebem que o que é importante não dá resultados imediatos. E somos uma cultura viciada que pede tudo para “ontem”.
  4. Somos mais impulsivos do que disciplinados. E o custo é sempre responder à pressão do momento em lugar de seguir um princípio claro.
  5. Queremos ficar bem com todo mundo. Todos têm um plano e uma expectativa em relação a nós. O desejo de ser popular acaba nos desviando das coisas mais fundamentais.  Se não tivermos nossa agenda programada, alguém forte se encarregará de fazer por nós.

Meu conselho a você é que pare de perder tempo e viva sua vida para glória de Deus, fazendo o que realmente importa, a começar por hoje.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

A lágrima mentirosa.

Um estudioso que eu não lembro o nome observou que depois do cristianismo conquistar o mundo, a vítima, até então desprezada pelo mundo antigo como uma derrotada, começou a ser levada em consideração pelas pessoas em razão de que Jesus teria sido a vítima divina da maldade humana. A partir daí as minorias começaram a ter uma atenção maior. O infanticídio começou a ser combatido entre cristãos, crianças que eram abandonadas em praças públicas por serem defeituosas ou por serem  do sexo feminino foram cuidadas. Enfermos abandonados por suas famílias que acreditavam que elas eram canais de maldição eram acolhidas nos lares dos seguidores de Jesus que entendiam que aqueles que sofriam deveriam ser cuidados como Jesus fez quando esteve na terra.

Como tudo que é bom na raça humana repete a história do Éden, o ser humano perverteu a legítima preocupação com as pessoas afetadas pela opressão dos outros para esconder-se atrás da máscara da vitimação. Ao perceberem que a vítima sempre tem a simpatia dos outros, os espertos e  mal intencionados não poupam esforços artísticos para torcerem situações e se colocarem como oprimidos. Dessa forma elas conseguem ter a atenção, os benefícios pelos quais não querem suar, e tantas outras coisas que repousam em seu colo sem o menor esforço. Ah, como há lágrimas mentirosas nesses tempos, ah como precisamos aprender a discernir.

Uma pessoa com quem convivi, na tentativa de fazer com que amigos em comum partilhassem de uma postura favorável  a ela em um conflito, foi capaz de inventar uma circunstância humilhante na qual eu era o vilão e ela era a vítima. Arquitetou uma situação fantasiosa com requintes de detalhes e lágrimas nos olhos capazes de granjear a simpatia deles imediatamente.  Como não sou de muito chorar, e costumo resolver meus problemas usando mais razão do que emoção,  perdi momentaneamente a simpatia e a solidariedade dos meus amigos. A situação me fez refletir, e muito. Será que tem que ser assim? Então comecei a observar quem se faz de vítima e percebi que eles viviam a mais arrastada das existências.

Refleti também sobre Cristo. Será que ele morreu para nos ensinar que se fazer de vítima é uma ótima opção de vida. Um estilo de viver esperto. Então lembrei a resposta de Jesus ao choro das mulheres de Jerusalém no momento da crucificação: “Filhas de Jerusalém, não chorem por mim. Chorem por vocês mesmos e por seus filhos. “ (1) Em outras palavras Jesus estava dizendo: chorem pelo que tem que ser chorado. Não tenham pena de mim!

Quando olho para Jesus não vejo o pobrezinho que foi até a cruz, vejo minha maldade que está latente e que frequentemente me leva a arremeter-me contra o que Deus traz a vida. Vejo uma mensagem de esperança de que nossa maldade jamais poderá sepultar permanentemente os propósitos de Deus. Haverá ressurreição, mais poderosa do que nunca.

A vitimação é uma condenação à miséria permanente. Não ensine seus filhos a ser coitadinhos, isso é tirar deles a fibra interior. É certo chorar, enfrentar dias de luto, rasgar a alma diante de Deus, mas há uma hora de dizer chega, que é pra gente não começar a gostar demais da situação.

Outro dia vi um vídeo do Morgan Freeman, que desaprovava o dia da consciência negra e que talvez tenha sido mal entendido que você pode ter acesso aqui.  Entendi o que ele quis dizer: definir-se como vítima é pouco para a história de qualquer povo ou raça. É certo que em muitas circunstâncias de nossa vida, fomos injustiçados e oprimidos, mas essa não pode ser toda a história. Tem que haver o outro lado, o lado da reação, da atitude perseverante, amorosa, que não se amargura e não cede ao ódio heroico, mas  segue em frente.

Para finalizar, uma palavra a você que é discípulo de Jesus:

  1. Não resolva seus problemas em meio ao choro, nunca algo objetivo e profundo sai daí.
  2. Não se apresse a tirar conclusões a partir das lágrimas, peça discernimento a Deus.
  3. Não importa o que possam ter feito a você, você sobreviverá pela graça de Deus, e será (se assim o crer) mais forte do que nunca para glória de Deus. Se o mundo não ama o discípulo de Jesus, ele não  lamenta, apenas se joga nos braços daquele cuja essência é acolher.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

(1)    Lucas 23:26-31

Como enfrentar conflitos? parte final

VI. Estabeleça regras para o tratamento do conflito. Se os gladiadores do MMA têm regras para aquele derramamento de sangue, quanto mais nós!

Regra 1: Sem raiva: Raiva desperta raiva. Raiva intimida. Raiva coloca as pessoas na defensiva. A raiva estimula a mentira.

Regra 2: Sem gritos: Certa vez em uma reunião muito tensa, sem alterar a voz em nenhum momento disse a um senhor de idade descontrolado: Se o senhor não conseguir falar sem gritar, eu convido a que saia da sala porque nós não vamos continuar essa reunião. Foi o que ele fez, foi embora e nunca mais voltou. É tenso, mas necessário.

Regra 3: Sem ofensas deliberadas. Aquele tipo de delicadeza: “seu sem vergonha”, “ignorante”, “burro” e outros impublicáveis jamais ajudarão a busca de uma solução.

Regra 4: Sem silêncio. Ninguém pode ficar escondendo sentimentos, nem questões delicadas. Tudo deve ser colocado em cima da mesa. É deslealdade e perpetua o problema ficar quieto sobre assuntos importantes no momento da reunião e depois seguir falando sobre eles quando a reunião terminou.

Regra 5: Um problema de cada vez. Quando iniciamos falando de um mal entendido de palavra e daqui a pouco deixamos a questão para falar da discordância sobre a posição política da pessoa com a qual estamos discutindo é certo que vamos perder o rumo.

Regra 6: Se tudo falhar procure um mediador imparcial para administrar a questão.

VII. Não envolva pessoas demais na questão, só aquelas que forem absolutamente necessárias.

VIII. Procure entender a razão dos conflitos. Algumas delas podem ser:

Temperamento. Em um cenário cabeludo o Sanguíneo acha que o Colérico é duro demais nas suas palavras, o Colérico crê que o Melancólico foge dos problemas, o Melancólico acredita que o Fleumático não se importa com nada e  o Fleumático acha que o Sanguíneo é um falastrão. Em caso como estes um pouco de aceitação dos estilos pessoais ajuda muito.

Comunicação. Falar pouco, não explicar, se expressar mal ou não falar podem causar grandes problemas em qualquer lugar.

Ressentimento. Quando as pessoas não perdoam, elas vão causar problemas. Qualquer movimento do alvo da amargura será interpretado como um ataque ou mal intencionado. Uma pessoa ressentida é uma bomba relógio!

Visão. Quando você está em uma organização, você está debaixo de uma visão em termos de estratégia e valores. Se você acha que não pode se adaptar, não permaneça naquele lugar, você vai lutar contra a essência e a razão de ser daquele lugar. Não perca tempo.

Intransigência. Se quisermos chegar a algum lugar é preciso ceder. Uma mente fechada perpetuará um estado de conflito constante que se manifestará em todo o lugar que você for. Se todo mundo tem problema com o João, então o João é o problema!

Luta pelo poder. Às vezes tudo que está em jogo é: quem dá as cartas aqui! Quando a liderança é fraca a equipe pode entrar nesse esquema.

Falta de habilidades relacionais: Pessoas que não conseguem se avaliar jamais chegarão a um acordo! Neste caso tudo que resta é repreender firmemente a pessoa em questão não permitindo que ela continue a fazer danos.

IX. Procure sempre o “ganha – ganha”. A princípio todos devem ganhar. Especialmente em organizações socializadas em que todos são voluntários. As relações devem ser marcadas pela busca de um acordo que possa beneficiar as duas partes.

X. Não abra mão dos princípios da Palavra para fazer a paz. Veja bem o que está em jogo. Se for o seu orgulho: pise em cima dele. Se for um princípio fundamental da Palavra, firme-se sobre ele. O Senhor batalhará por você.

Você tem lutado limpo em seus conflitos?

Um abraço quebra costelas

O discípulo gaudério

 

(1)    Provérbios 17:14

(2)    Provérbios 25:9

(3)    Mateus 18:15

(4)    Provérbios 18:13

(5)    Provérbios 26:4

(6)    Provérbios 22:10

(7)    Provérbios 19:19

Como liderar em tempos difíceis?

Quando Deus quer fazer uma obra especial ele prepara líderes e os levanta no tempo certo.

O tempo mais propício para se desenvolver liderança são os tempos difíceis. Não há momento em que se demande mais liderança qualificada! Já li em algum lugar que em tempos de crise se levantam dois tipos de pessoas: gigantes e anões. Que Deus nos ajude a aumentarmos nossa influência nessa hora para a glória do nome de Jesus.

Quero convidar você a buscarmos juntos alguns princípios sobre liderar em tempos difíceis em um episódio dramático na vida de Paulo em que toda sua experiência e liderança vieram à tona para benefício daqueles que o rodeavam. (1)

A situação era extrema, fruto de erros de avaliação daqueles que dirigiam o barco que levava Paulo e demais tripulantes com destino a Roma. Mais um erro e a vida de todos poderia ser perdida no meio do mar. Vejamos o que podemos aprender com Paulo e levar para dentro de nossos ministérios e lugares de influência:

Princípio 1 : Mantenha suas emoções sob controle. Nesses momentos podemos reagir de duas maneiras: como termômetro registrando a temperatura emocional do ambiente que muitas vezes beira a histeria e a irracionalidade. Palavras destemperadas só manterão o círculo vicioso do desespero. Ou podemos reagir como um termostato que determina a temperatura do ambiente para que ele se torne sustentável. Sem um ambiente propício o líder jamais conseguirá levar seu povo para fora da tempestade. E cabe a ele mantê-lo. Não consigo me lembrar de sequer uma vez na qual o descontrole emocional trouxe dividendos espirituais para meu ministério ou de outras pessoas.

Principio 2 : Chame para si a responsabilidade. Paulo tinha ótimas desculpas para não se envolver naquela situação difícil, ele estava preso e não era o chefe do barco. Mas ele se envolveu! O líder ganha autoridade quando assume responsabilidades! Conheço muitos líderes que na hora da crise entregam tudo aos seus subordinados e se escondem. É fácil entender porque perdem autoridade. Vá para frente do barco e conduza o seu povo pela tempestade em nome de Jesus! Se tiver que reconhecer um erro, faça logo. Se tiver que corrigir um erro, faça sem temor.

Princípio 3:  Tenha a Palavra de Deus em sua boca. Aqui se revela a espiritualidade edificada ao longo de uma vida. As pessoas precisam ouvir algo que seja mais do que opiniões ou meras palavras. Precisam de palavra de Deus. Convicções enraizadas. Precisamos  fazer como José  que armazenou em seus celeiros para nos tempos de seca e fome ele tivesse amplos recursos para seu povo e para aqueles que vinham de fora. Precisamos armazenar recursos espirituais para quando eles forem necessários.

Princípio 4:  Promova a esperança. Um ser humano pode passar 40 dias sem comer, 3 dias sem beber mas não pode passar sequer um minuto sem esperança. O líder é chamado a inflamar esta esperança. É chamado a visualizar o futuro pela fé assim como fizeram os profetas e construir essas imagens dentro da cabeça de seu povo para que essa esperança se torne um poderoso combustível do caminhar diário de cada um. Sem isso não há como evitar a apatia.

Princípio 5: Coloque a união no topo de sua agenda. Quando as circunstâncias conspiram contra nós é a tendência querer encontrar culpados, descarregar a tensão nos outros ou até mesmo cair fora. Mas o líder entende o momento e se torna um aglutinador, um defensor ferrenho do grupo. Acredito que esse foi o segredo do técnico Filipão na copa de 2002.  Nos momentos de maior contestação do trabalho da seleção ele se tornou um escudo protetor do seu grupo. Como ele disse em entrevista: “Se ganharmos, ganham os meus jogadores. Se perdermos perdemos com a minha cabeça.“  Não fale mal do seu grupo para outros, fale para eles. Não coloque a culpa do fracasso em alguém que não seja você. É duro, mas é a tarefa do líder excelente. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas, disse Jesus. (2)

Princípio 6: Seja sensível as necessidades das pessoas. Cada pessoa precisa de um tratamento diferenciado. Às vezes nossos liderados necessitam de um abraço, alguns desabafar, outros uma palavra de encorajamento, outros uma fervorosa oração intercessora e uns ainda uma presença mais forte.  Anos atrás estava recebendo as pessoas que chegavam na igreja em que pastoreio quando me deparei com um dos participantes do grupo de jovens cabisbaixo e deprimido. Chamei-o para perto de mim e lhe dei um abraço apertado e disse que ele era muito importante. No dia seguinte, já com outro ânimo ele me contou como foi reconfortante aquele abraço. Nesses momentos o líder precisa estar sintonizado com seu povo e ministrar de acordo com a particularidade de cada um.

Princípio 7: Crie um ambiente leve através da gratidão. (27:35) Um espírito grato abre as portas do sorriso na face do líder, um sorriso ilumina um ambiente, traz ânimo novo. Um espírito grato é capaz de brincar e se descontrair.  Um espírito grato tem uma linguagem positiva. Uma pesquisa desenvolvida durante mais de dez anos nos EUA  provou que o futuro de uma organização depende em 70% do clima estabelecido pela liderança no ambiente de trabalho. Quer dizer ambiente negativo, baixa produtividade. Ambiente positivo alta produtividade. Funciona assim na igreja também. Quando há um líder capaz de irradiar um coração grato não há quem não goste de cooperar e estar ombro a ombro com ele!

Como você tem encarado os tempos difíceis na sua liderança?

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

(1) Atos 27

(2) João 10

Você se acha um messias?

O messianismo é a bondade que adoeceu e se tornou egocêntrica. Não deseja mais ver aos outros bem, mas se sentir bem a custa da contemplação narcisista da sua própria bondade. Quem trabalha com pessoas diariamente e ouve seus problemas corre o risco de se deixar levar por essa corrupção da bondade. Pastores como eu e profissionais da saúde da alma, caminham nessa linha fina que separa bondade e messianismo. É bom aprender como João que disse: “Eu não sou o Cristo”. O peso do mundo em seus ombros vai lhe matar. E vai matar quem está na sua volta, porque todo messias que não seja Jesus que era humilde e manso, tem um que de doença e tirania.

Leia os sintomas e pense!

Você tenta resolver todos os problemas das pessoas? Talvez você esteja sendo pretensioso afinal você não tem resposta pra tudo.

Você não consegue viver e celebrar enquanto há alguém sofrendo no mundo? Creio que basta dizer que Jesus não fez isso. Ele recebe a unção com um caro perfume cujo valor poderia alimentar a muitos pobres, mas ele faz sem drama.

Você acredita que é o único que se importa com a vida dos outros? Elias também pensava isso e dizia que restava ele somente, e Deus lhe fez lembrar que havia ainda sete mil como ele em Israel. Os decepcionados com a igreja só olham para televisão e os gatunos falando em nome de Deus, mas esquecem dos muitos que são sérios e não se curvam a Baal.

Você se sente amargurado porque ninguém faz o que você faz? Lembre-se que o seu chamado pode não ser o do outro. Que é só abrir os olhos para ver que a sua igreja, a sua organização, o seu ministério são muito pequenos para englobar os grandiosos e misteriosos caminhos do Reino entre os homens.

Você se ressente quando alguém tenta cuidar da sua vida e fazer você descansar. Valorize, pois Deus está falando com você.

Você despreza as férias até porque tem tanta gente passando mal que você não tem o direito de descansar. Saiba que você vai morrer e o mundo continuará seu curso.

Você está sempre reclamando que está sozinho para fazer tudo. Talvez você devesse se analisar. Qual o impacto da sua liderança para os outros?

Você não aceita a ajuda porque ninguém está no nível que você acha que dever ter. ? Talvez você devesse baixar um pouco seus padrões e ser menos crítico. Conheço pastores que reclamam não ter ajuda, mas são críticos devastadores. Como poderão mobilizar voluntários com tanto azedume?

Você tem uma antipatia no coração por todos quantos em algum nível se envolvem tentando lhe ajudar a cumprir suas tarefas?

Você enxerga a todos como um bando de coitados, vítimas das circunstâncias. Saiba que essa não é a verdade toda. Muita gente também sofre porque escolhe o sofrimento. Às vezes é bom deixa-las que enfrentem a consequência de suas escolhas para que possam crescer. Todos somos vítimas e vilões de nossa história. Quem aprender isso vai crescer bastante.

As pessoas podem fazer o que quiser com você desde que deixem escorrer algumas lágrimas? Você sabe que é explorado pelos malandros e espertalhões, mas mesmo assim se sente realizado. Quem é sábio sabe que nem toda lágrima é sincera, que muito choro às vezes é manipulação. Sabe também que nem toda ajuda, ajuda. E que às vezes é necessário “ser cruel para ser bom”.

 

Na esperança que estes falsos messias a espreita caiam por terra:

 

O discípulo gaudério.