Quatro modelos falidos de macheza – Tipo 3

“Eu não minto para as mulheres, protejo-as da verdade.”

Charlie Harper

O tipo 3 de homem encontrado por aí, eu chamarei de Charlie Harper, o personagem principal do seriado “Dois homens e meio”. Ele é um canalha sem nenhum pudor, cujo grande motor da vida é o prazer imediato na forma de álcool, mulheres e festas.

Homens desse tipo não conseguem envolvimento afetivo, mas tem grande capacidade de identificar a carência feminina e é nisso que eles apostam para fugir do relacionamento assim que ele demonstre alguma exigência de compromisso. Geralmente este tipo de homem tem facilidade para se comunicar. Fala bem, sabe o que as mulheres querem ouvir e não deixa de usar isso em seu favor.

A fonte dessa obsessão sexual é o relacionamento mal resolvido com a mãe. Aliás, costumo dizer às mulheres que se afastem de homens que odeiam a mãe ou que não suportam a mãe. Na minha experiência 100% destes homens vingam-se delas na vida das outras mulheres. Chega a ser um prazer sádico que muitos deles desfrutam inconscientemente.

Quanto mais apaixonada a mulher se mostrar, tanto mais cruéis eles serão. Porque na mente desses homens eles não valem nada e se alguém gosta realmente deles, não deve ser gente boa. Se estes homens não perdoarem  suas mães, jamais poderão seguir em frente em um bom relacionamento afetivo.

Depois de uma palestra em um Congresso, uma jovem veio me procurar para falar de seus problemas no trabalho. Ela  me contou horrorizada que um de seus colegas costumava dizer:

“Só existem dois tipos de mulheres na vida, as prostitutas, e as que voam!”

Essa é a alma de um Charlie Harper. Você pode imaginar a maneira que ele tratará o sexo feminino: como um objeto de prazer. O pior de tudo é quando esse homem casa.

Além dessa problemática, o prazer para eles tem um valor supremo. Está acima das pessoas. Eles são aquele tipo que perde o amigo, mas não perde a piada. Se possuírem tendência a dependência de drogas tanto pior, pois não negarão a si nenhum prazer mesmo que ao custo do sofrimento familiar.

Homens desse tipo, quando convertidos ao Senhor, em momentos de dor se sentirão tentados a voltar aos antigos refúgios decadentes e precisarão de toda boa companhia e transparência que puderem achar, para resistir à recaída.

Mas o Reino de Deus é construído com ex-canalhas. Essa é a nossa grande esperança.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

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Marido, você virou filho?

O velho Moisés estava na beira da morte e falava com sua mulher.

“Jane, assegure-se de colocar Davi a cargo da loja quando eu tiver partido.”

“Davi?” ela perguntou, “Por que não Natã?” Ele é um menino inteligente.

Moisés concordou debilmente.

“Ok, mas entregue a caminhonete para o Isaque.”

“Mas o Benny precisa dela para sua família.”

“Tudo bem”, disse o velho Moisés, “dê para o Benny. Mas deixe a casa de campo para a Becky.”

“Querido”, disse a esposa, “você sabe que a Becky odeia o campo. Deixe para a Rosalia.”

“Mamãe”, o velho homem resmungou, “quem está morrendo, você ou eu?” 1

O instinto materno é algo furioso nas mulheres. Mesmo as feministas acabam traídas pelo seu instinto. Em um tempo  que os valores masculinos vão perdendo sua força na mesma medida em que os pais abandonam os lares deixando para trás filhos órfãos emocionalmente e sem referência, os homens sem uma forte referência masculina acabam perpetuando seu estado filial tratando a mulher como uma mãe. Pobre mulher, pobres filhos, pobre homem. Quer saber se você está embarcando nessa? Dê uma lida na lista abaixo e pense.  Você sabe que a mulher virou mãe quando…

  1. Quando você a chama de… mãe.
  2. Quando você não suporta que ela fique descontente com algo que você faz.
  3. Quando você não faz nada sem a sua companhia.
  4. Quando você briga com seu filho como se ele fosse seu irmão.
  5. Quando ela é a única que corrige os filhos.
  6. Quando você faz beicinho e birra para resolver os problemas em vez do diálogo maduro.
  7. Quando você deixa que ela faça tudo em casa sem dar nenhuma ajuda.
  8. Quando ela é que resolve os problemas complicados que exigem enfrentamento pessoal.
  9. Quando ela é muito parecida com sua mãe.
  10. Quando você só se diverte e ela só trabalha
  11. Quando você compra seus brinquedinhos e ela coisas do interesse de todos da família.
  12. Quando você permite que ela trate você como uma criança, chamando a atenção e dizendo tudo o que você tem que fazer.
  13. Quando você não toma nenhuma decisão importante.
  14. Quando você reclama do que acha que está errado em casa, mas nunca faz nada para melhorar.
  15. Quando a atração sexual virou amizade.
  16. Quando ela controla você através do sexo.
  17. Quando você quer muito alguma coisa dela e fala com voz infantilizada.
  18. Quando ela cai doente e você perde completamente o rumo da vida e não consegue ser ajuda.
  19. Quando terminando essa leitura você tem vontade de escrever um montão de desaforos para o blogueiro impertinente que postou isso.

Corte esse cordão umbilical meu amigo.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

1. Storytelling, Imagination and Faith – William J. Bausch pag.213

Confrontando a questão do adultério

Para quem gosta de altos papos e teorias, João o apóstolo vai logo  acabando com a enrolação e esclarecendo sobre a vida espiritual: aquele que não ama seu irmão que vê, não pode amar a Deus que não vê. Pronto falou! Quer dizer que somos fiéis a Deus sendo fiéis aqueles que vivem perto da gente e por extensão quer dizer também que ser fiel a Deus é ser fiel à esposa com quem escolhemos viver.

Por falar nisso a composição “Amiga da minha mulher” do Seu Jorge está bombando nas ruas e nas rádios. A letra diz assim:

Ela é amiga da minha mulher.

Pois é, pois é..

Mas vive dando em cima de mim.

Enfim, enfim..

Ainda por cima é uma tremenda gata, pra piorar minha situação.

Se fosse mulher feia tava tudo certo, mulher bonita mexe com meu coração.

Se fosse mulher feia tava tudo certo, mulher bonita mexe com meu coração.

[refrão]

Não pego, eu pego, não pego, eu pego, eu não pego não..

Não pego, eu pego, não pego, eu pego, eu não pego não..

A letra reflete um conflito comum a todo homem: seu propósito contra seus apetites. E para um discípulo de Jesus o conflito ganha contornos de batalha espiritual. É difícil que a gente participe de reuniões de homens na igreja onde eles possam admitir abertamente suas lutas nessa área, por isso faço questão de escrever sobre o assunto.

A primeira pergunta que devemos fazer a nós mesmos é: qual o meu nível de frustração no meu relacionamento conjugal? Alguém vai pensar que a  abordagem é um tanto negativa, mas não é. É realista. Porque não existe relacionamento nesse mundo que satisfaça todas as nossas necessidades afetivas, mas se o relacionamento não satisfaz nenhuma necessidade afetiva, estamos em perigo, e precisamos saber disso. A equação seria mais ou menos assim:

Alta frustração + longo tempo = Grande perigo

Esse seria o componente interno que favorece (embora não determine) o adultério. Na verdade aponta para a necessidade de procurarmos ajuda. O segundo componente é de natureza cultural, de sistema. Há muita propaganda em favor do adultério apresentada da seguinte maneira:

Banalização: ouvimos a todo momento que todo mundo está fazendo, e começamos achar que é verdade. Quando essa mensagem entra na nossa cabeça, nós começamos a balançar, porque somos seres com comportamento de massa. É só olhar o quanto seguimos a moda em suas diferentes expressões.

Romantização: aqui entra a força do folhetim, de Hollywood. Trair em geral é apresentado como um ato de liberdade e não como maldade.

Tiranização: nesse ponto a cultura quase que impõe o adultério. Você não vai conseguir, é o que eles dizem, não pode, é mais forte do que você.

Ridicularização: aqui sua sanidade mental e masculinidade é questionada. Você é chamado de “boiola”, “trouxa”, porque não aproveita uma oportunidade apresentada.

Omissão: somos apresentados a todas as “vantagens” do adultério, o novo, a aventura, a alegria, mas somos enganados, pois não nos mostram a decepção da família, a perda da confiança e a culpa que será carregada. Tudo o que Davi viu da janela do seu palácio foi o belo corpo nu de Bate-Seba, ah se ele tivesse visto a desonra na família, a morte, a vergonha, talvez a história fosse outra.

O  terceiro componente da questão, é a escada do envolvimento. Sempre digo aos homens e as mulheres também, que devem falar de qualquer nível de envolvimento que se estabeleça com o sexo oposto ao seu cônjuge. O mal se espalha nas trevas. Algumas etapas se dão até que uma traição se veja consumada. É claro que o que escrevo só terá utilidade a quem realmente procura se fiel, pois ao coração decidido a trair, de nada valerá. E o traidor profissional descerá a escada do envolvimento em poucos minutos. Eis a ladeira que você deve evitar:

1.            Troca de olhares.

2.            Troca de elogios.

3.            Saídas furtivas.

4.            Primeiros toques físicos.

5.            Intercurso sexual.

Você está decidido mesmo a ser fiel?

Então, não subestime pequenos envolvimentos.

Fale para o cônjuge qualquer movimento em falso com outra pessoa.

Não se engane achando que pode manter dois relacionamentos ao mesmo tempo sem conflito.

Não seja ingênuo, pensando que você pode brincar com o mal, e sair a qualquer hora. Você não tem tudo sob controle. A partir do momento em que você não segurou sua onda, você já perdeu o controle e está realmente em perigo.

Conselho do gaudério: dá um tranco de esporas no lombo desse potro selvagem dentro de ti pra não te lamentar depois.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.