Estudo diz que universitários estão mais individualistas

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

Estudo inédito realizado com 17 mil estudantes de universidades católicas espalhadas por 34 países dos cinco continentes destaca que os jovens estão mais individualistas. A constatação é baseada em análise preliminar da pesquisa realizada pela Fiuc (Federação Internacional das Universidades Católicas), apresentada durante a 24ª assembleia da federação, realizada no Centro Universitário da FEI, em São Bernardo, até hoje.

O resultado do trabalho feito com jovens de 16 a 30 anos mostra que a maior parte deles não confia nas instituições políticas, que receberam nota 1,9 em avaliação de zero a 10. Com isso, aumenta a autoconfiança e a busca por resultados pessoais, explica a socióloga e professora Rosa Aparicio Gómez, do Instituto Universitário Ortega y Gasset, na Espanha, responsável pelo estudo.

Quando questionados sobre quais projetos os universitários gostariam de colocar em prática nos próximos 15 anos, 62% gostariam de ter bom trabalho, 45% de formar família e apenas 5% desejam envolver-se em projeto social.

Outro ponto que merece destaque é o uso da internet. Em média, os estudantes passam de duas a quatro horas na frente do computador, sendo que as redes sociais consomem mais tempo. “Dá impressão que os jovens substituem os amigos pela internet”, aponta a socióloga.

Apesar de não ter dados que mostre o perfil do jovem brasileiro, Rosa destaca que o País difere dos vizinhos da América Latina e se aproxima mais dos países emergentes, como a Índia. Uma explicação provável, segundo ela, é o momento de ‘abonança econômica’.

A análise indica ainda que as mulheres são maioria – 64% dos entrevistados, da mesma forma que os estudantes de classe média – 73% deles. A principal razão para que os alunos estejam na universidade é a busca por emprego (91%).

Rosa destaca que nos próximos oito meses pretende publicar livros com análises aprofundadas sobre o estudo. A expectativa é que a pesquisa seja utilizada pelas universidades como instrumento para melhoria da educação.

Ser ignorado dói, mesmo por um estranho

Publicado originalmente no Diário da Saúde via Pavablog

Inclusão pelo olhar

Sentir-se como parte do grupo é algo crucial para a experiência humana.

Todas as pessoas sentem-se estressadas quando são deixadas de lado.

Por outro lado, essa “inclusão social” parece ser algo extremamente sutil.

Pesquisadores descobriram que a sensação de inclusão pode vir de algo tão simples quanto um olhar, mesmo vindo de um estranho.

Poder do olhar

Os psicólogos documentaram há tempos que as pessoas que se sentem conectadas a outras sentem-se mais felizes.

O que o Dr. Eric Wesselmann, da Universidade Purdue (EUA) queria saber era o que é minimamente necessário para que uma pessoa sinta-se conectado a um grupo.

Os experimentos mostraram que não é necessário nem mesmo sorrir para que o outro sinta-se incluído no grupo: basta um olhar.

O oposto também é verdadeiro: para fazer uma pessoa sentir-se ignorada, basta “passar os olhos” em sua direção como se ela não estivesse lá.

Conexão humana

O que mais impressionou nos experimentos é que as pessoas relataram estar se sentindo deixadas de lado mesmo por grupos com os quais elas não queriam nenhum contato – na simulação, a Ku Klux Klan.

“Essas pessoas que você não conhece, mas que passam por você e olham como se você fosse puro ar, têm pelo menos um efeito momentâneo,” diz o pesquisador.

“O que nós achamos mais interessante sobre isso é que agora podemos realmente falar do ‘poder da conexão humana’. Ele parece ser um fenômeno muito forte,” conclui Wesselmann.