Diga “não”!

“Eu sabia que eles pretendiam me causar algum mal; por isso, mandei dizer:  Estou ocupado com um trabalho importante e não posso ir agora. Por que interromperia o que estou fazendo só para me encontrar com vocês?”.

Neemias 6:2,3

Diga “não”.

Diga em alto e bom som!

Diga logo, sem titubear, sem deixar lugar para dúvida.

Não fique com medo das caras feias, dos boicotes e das ameaças.

No final você, e você somente responderá por sua vida.

Diga “não” a quem quer com jeitinho fazer de você um escravo do trabalho.

Diga “não” a quem quer que você se afaste por que é uma pedra no sapato.

Diga “não” a quem lhe propõe fantasias que resolvem todos os problemas da vida.

Diga “não” a quem quer que você faça o que todos fazem, mas que sua consciência protesta.

Diga “não” a seus filhos que querem seguir a multidão, só porque é multidão.

Diga “não” a quem lhe traz presentes, mas que na verdade quer lhe comprar a consciência.

Diga “não” a quem lhe diz que todos são iguais, mas só conhece alguns.

Diga “não” ao alívio imediato dos rompantes emocionais e consequências para sempre.

Diga “não” as facilidades da corrupção, que põe em dificuldades sua alma.

Diga “não” a quem quer tomar decisões por você, mas que vai desaparecer quando a conta chegar.

Diga “não” a respostas rápidas para problemas difíceis.

Diga “não” a quem lhe oferece uma rede para dormir, enquanto sua casa pega fogo.

Diga “não” ao telefone que toca insistente, quando um coração se abre e se mostra como gente.

Diga “não” a quem quer lhe vender o que você não precisa comprar.

Diga “não” as vozes profanas que chamam de longe, enquanto você está no altar da mesa familiar.

Diga “não” a quem quer lhe entregar responsabilidades intransferíveis.

Diga “não” ao elogio tolo, que faz você pensar que é melhor do que aqueles a quem sequer conhece.

Diga “não” a quem lhe manda a conta dos atos alheios.

Diga “não” a quem quer lhe convencer que o contentamento é para os medíocres.

Diga “não”, você pode, você deve.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

Por que perdemos nosso precioso tempo com besteiras?

Escrevo com a imagem de César Cielo tricampeão mundial dos 50m rasos da natação, chorando copiosamente enquanto escuta o hino nacional como trilha da sua epopeia esportiva.

Imagino o que possa estar passando na cabeça dele. Sacrifícios colossais na busca por patrocínio, o dia a dia espartano, acordando cedo, treinando até o limite da força dos músculos, cuidados quase obsessivos com tudo o que come, e a imensa ansiedade que como fantasma de filmes de terror lhe sussurra: será que você é bom mesmo?

Como atleta, ele julgou que ser o melhor homem do mundo na água  durante ínfimos  21 segundos valia a pena o preço que pagou da vida inteira de dedicação. Pessoalmente jamais faria tanto por tão pouco, mas admiro atletas por um simples traço de caráter: eles pagam o preço por aquilo que eles julgam importante.

E você paga?

Para pessoas comuns, que compõem a quase maioria dos que frequentam esse espaço virtual, o que é importante pode ser resumido em algumas frases que ouço:

“Quero ter um relacionamento próximo com Deus.”

“Quero ser amigo do meu filho.”

“Quero ser um profissional de excelência.”

“Quero ser feliz em um relacionamento amoroso.”

“Quero ter liberdade financeira.”

Apesar de poderem falar sem pestanejar sobre o que realmente vale a pena,  quando eles olham o que fazem todos os dias como hábitos instalados em suas vidas percebem que não estão a caminho de construir nenhuma das coisas que julgam importantes.

Essa incoerência fatal nos leva aos nossos principais problemas..

Nos endividamos porque compramos bugigangas.

Entramos em crise matrimonial porque damos tempo a tudo menos para o nosso cônjuge.

Temos crises espirituais porque  buscar a Deus de verdade nunca foi uma prioridade para nós.

Nossos filhos são estranhos para nós porque nunca paramos para ouvir o coração deles.

Por que então gastamos nosso tempo em besteira?

Tenho percebido pelo menos cinco equívocos nas pessoas:

  1. As pessoas pensam que tudo vai dar certo não importando o que façam. É o otimismo cego. É fé na fé.  É querer colher onde não plantou.
  2. As pessoas simplesmente se resistem a mudar. Viciamos em comportamentos e rotinas que acabam se tornando vacas sagradas inamovíveis. Mudar causa dor, e a dor sempre nos assusta.
  3. As pessoas percebem que o que é importante não dá resultados imediatos. E somos uma cultura viciada que pede tudo para “ontem”.
  4. Somos mais impulsivos do que disciplinados. E o custo é sempre responder à pressão do momento em lugar de seguir um princípio claro.
  5. Queremos ficar bem com todo mundo. Todos têm um plano e uma expectativa em relação a nós. O desejo de ser popular acaba nos desviando das coisas mais fundamentais.  Se não tivermos nossa agenda programada, alguém forte se encarregará de fazer por nós.

Meu conselho a você é que pare de perder tempo e viva sua vida para glória de Deus, fazendo o que realmente importa, a começar por hoje.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.