Oito frases que podem resolver 80% dos seus problemas

Preste atenção nas frases que você vai ler.

Cada uma delas representa uma ponte para a verdadeira comunhão, o êxito e a paz.

São fáceis de falar, mas difíceis de ouvir.

Em comum elas tem a humildade. O orgulho é a grande trava para que elas sejam evitadas.

Ele, sempre ele, é e sempre será nossa maior limitação.

Orgulho e burrice, andam de mãos dadas.

1. “Vamos trabalhar juntos?”  Não existe nada mais humilhante para alguém que acha que tem todas as respostas e que se vê melhor do que ninguém do que ter que depender de outros. Trabalhar em equipe na mente arrogante é  a mediocridade institucionalizada. No entanto se você quiser fazer algo realmente grande, precisa aprender a trabalhar com outras pessoas.

2. “Eu não sei!” Li em algum lugar que o brasileiro tem uma grande dificuldade em reconhecer sua ignorância. Não sei se é exclusividade tupiniquim, mas a maioria das pessoas que conheço tem dificuldade em dizer essa frase. As pessoas vão enrolando, falando coisas vagas ou até desviam o assunto para não ter que dizer simplesmente: “eu não sei”. Ah essa frase é o portal do conhecimento. Quando dou aulas costumo repetir a seguinte sentença para meus alunos: “não existem perguntas tolas, existem tolos que não perguntam”. Aliás, esse é o maior sintoma de quem assume sua ignorância: faz muitas perguntas. Nesse quesito, admiro muito os americanos. A maioria dos que conheci chega aqui e pergunta tudo que podem. Os brasileiros de sua parte até fazem piada pensando que os gringos são muito bobos, quando na verdade eles são muito espertos, pois estão aprendendo enquanto perguntam.

3. “Foi mal, eu errei.” Casamentos são destruídos pela ausência dessa simples frase. Já conversei com mulheres e homens que desabafam amargurados depois de anos com problemas: ele(a) nunca reconhece que está errada(o).  Patrões, companheiros de trabalho e tantas outras ocupações teriam seu ambiente revolucionado se fosse criada a cultura de dizer essa frase que destrói a muralha da distância.

4. “Que grande trabalho tu fizestes.” O encorajamento faz milagres. Mas ele precisa ser sincero. Outro dia comecei a jogar futebol com uma turma que eu não conhecia, a exceção de um amigo da igreja. Eu gosto muito de fazer gols. Só que neste jogo o goleiro adversário conseguiu vantagem na maioria dos lances. O que muito me admirou foi a idade dele: 57 anos. Ele não era tão flexível, mas era muito inteligente para fechar os ângulos dos atacantes. No final do jogo, eu fui até ele e disse: “Seu Antônio, o senhor é muito inteligente para jogar. Parabéns. “ O rosto dele se iluminou imediatamente. Fomos sentar naquela tradicional roda após o jogo, e o homem não parou de falar comigo. É o poder do encorajamento, que está ao seu alcance também, todos os dias, a qualquer hora.

5. “Estou/estava com saudades de ti.” Confessar a importância dos outros na nossa vida é um lamento das pessoas em muitos funerais. Eu não quero deixar para falar nesse momento. Quando alguém é importante para mim, faço logo ela saber. Ah, como isso diminui a distância, pois as pessoas muitas vezes ficam longe porque pensam que estão nos incomodando.

6. “Reconheço que não fiz nada sozinho.” Por mais prosaicos que sejamos todos nós temos momentos gloriosos na vida. Nessa hora é preciso nos guardar da embriaguez que as conquistas sempre trazem. É preciso lembrar que muita gente nos ajudou de diferentes maneiras. Mesmo que alguns tenham falhado ou ficado aquém de nossas expectativas nunca ficamos  sem alguma ajuda. A humildade nos manda que nos lembremos dessas pessoas. Que não sejamos impostores em momento tão importante.

7. “Acho que precisamos conversar.” A Bíblia manda que resolvamos nossas pendengas antes que o dia termine. Mas o que acontece é que ficamos discutindo mentalmente quem deve ir a quem. Às vezes percebemos que algo não está bem. Que o clima do relacionamento está diferente, mas acreditamos que procurar saber o que está mal, é um demérito para nós. Mas não é não. Quanto mais tempo um problema se alonga, mais fantasmas vão sendo criados na cabeça de quem está envolvido. Se você costuma tomar sempre a iniciativa do diálogo, saiba que você não é um tolo, mas um grande sábio.

8. “Tu podes me ajudar com isso?” Tem gente que vive reclamando da vida. Que está abandonado, que ninguém se lembra dela. Mas jamais pede ajuda. Espera que os outros adivinhem. Nunca tive problema com isso. Talvez por ser caçula e me acostumar a pedir ajuda ao meu irmão mais velho. O fato é que minha experiência infantil tirou qualquer dificuldade para pedir ajuda. E sabe o que acontece? Sempre tem gente boa que estende a mão para me ajudar. Você pode experimentar o mesmo é só praticar.

Agora que você já sabe as frases, o que está esperando para derrubar muralhas?

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

Será que minha igreja é um lugar seguro para falar a verdade?

“Na presença do Médico dos médicos, minha contribuição mais adequada talvez sejam minhas feridas.”

Philip Yancey

Nossos relacionamentos em comunidade são de uma superficialidade constrangedora. São beijos através do vidro, são abraços por telefone. Teatro ensaiado e previsível.  Falamos, mas não dizemos nada. Não gostamos, mas fazemos cara de quem está adorando.

Dizemos olá, como vai, tudo bem?

Falamos do jogo de futebol.

Falamos sobre as notícias de hoje.

Falamos sobre o passado.

Comentamos a pregação do pastor e como foi maravilhosa!

Defendemos nossa posição teológica com solidez.

Mas e o nosso coração, quando tem voz?

Como Adão depois da queda, nos escondemos atrás da falsa gentileza  do brasileiro que viciou em dizer “tudo bem” quando perguntado sobre sua vida. Mas, nem por isso deixamos de ser uma sociedade abusadora,  como estão aí os números da violência para revelarem nossa hostilidade mal disfarçada.

A pergunta que você certamente faz é: será que meu habitat de igreja é um lugar seguro para se falar a verdade? Deveria ser, pois uma comunidade que defende a pecaminosidade universal, jamais poderia se surpreender com pessoas menos que perfeitas. Enquanto não for, todos colocarão a sujeira para debaixo do tapete, e de vez em sempre, alguém tropeçará no tapete e todos ficarão surpresos com o que há por debaixo dele.

Pela minha experiência o que mais impede a transparência na igreja, é o espírito religioso. Aquela postura que Jesus falou quando ensinou: não julguem para não serem julgados. É a atitude superior que acaba com nossa verdadeira comunhão.

É triste saber que tem discípulos de Jesus que se sentem melhor contando seus problemas a um psicólogo ou psiquiatra, do que a um companheiro de jornada. Sim porque o crente normal é um chato que não sabe ouvir sem repetir chavões e sem julgar.

Outra razão, para nossas camuflagens, penso eu  é o divórcio entre verdade e amor. Ou somos xiitas da verdade que fritam os outros em nome de Jesus, ou somos discípulos água com açúcar que acreditam que o pecado não faz mal para ninguém. A palavra me diz que amor e verdade não podem ser separados. Ou acabam não sendo nem uma coisa nem outra.

Por essas e outras estamos perdendo as bênçãos necessárias da transparência.

A primeira carta de João no Novo Testamento, fala muito sobre andar na luz. Transparência é uma implicação prática de andar na luz.

O texto (1) de João nos fala de pelo menos três bênçãos que ela traz para a comunidade dos discípulos:

1. Verdadeira parceria. Existe muita gente solitária em grandes comunidades, apesar de frequentarem congressos, festinhas e até fazerem discipulado. Há também um fenômeno cada vez mais comum de amizades descartáveis.  O motivo é simples: os corações não estão entrelaçados, apenas as superfícies. Uma máscara que fala para outra máscara. É tempo de parar com o faz de conta. É tempo de levantarmos a bandeira da transparência comunitária para experimentarmos o verdadeiro amor.

2. Libertação do pecado. Todas as pessoas que Jesus curou nos evangelhos, saíram de suas cascas.

O cego de Jericó, não quis saber dos discípulos tentando fazê-lo calar a boca.

A prostituta perdoada, não teve nenhum problema de entrar em um covil de fariseus para estar aos pés de Jesus.

Zaqueu sabia bem que ninguém gostava dele, mas foi em frente no seu plano de encontrar a Jesus.

O leproso assustou a todos quando foi se achegando a Jesus saindo do meio da multidão.

Quem sai da casca, sai das trevas, do segredo, do orgulho, do amor as aparências e entra na zona da cura e da libertação!

3. Direção na vida. Quem se esconde vive uma mentira, que acaba por acreditar. E por acreditar em uma mentira, fica cego as consequências de seus vícios e atitudes malignas. As trevas o cegam diz a Palavra. Uma vida transparente, sabe onde vai, pois anda com humildade.

Não sei o que você vai fazer, mas se eu fosse você parava com o jogo de cena, e começava abrir o jogo.

E quem não tiver pecado, que atire o primeiro julgamento.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

11 mandamentos para usar o Facebook sem insanidade

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“Use a mídia a seu favor, ou então ela vai usá-lo contra você mesmo.”

1. Não baseie seu humor ou seu valor na quantidade de curtidas que seus compartilhamentos na rede possam ter! Se for assim está na hora de edificar sua identidade em uma base mais firme!

2. Lembre-se que a vida não é como publicam na rede. 90% das pessoas compartilham a melhor foto, os melhores momentos, os pontos altos o que pode fazer você pensar que sua vida real é uma grande porcaria. Mesmo assim…

3. Alegre-se com quem está alegre.

4. Não abra seu coração publicamente. Você não tem ideia da maldade humana escondida no coração de “amigos” da sua rede. Deixe para fazer isso quando estiver olhando no olho de outra pessoa, o que será bem menos arriscado.

5. Não faça publicações mandando uma letrinha, para quem lhe incomoda. Isso se chama covardia. Seja homem e mulher de verdade que fala para quem tem que falar.

6. Não exagere no número de publicações. Sério. Isso incomoda muito as pessoas. É o equivalente a um tagarela que não para de falar no nosso ouvido. Se você falar muito provavelmente será bloqueado.

7. Não morda a isca da polêmica. Você acaba ofendendo quem não queria, falando o que não devia e o espaço favorecerá ao argumento “ad hominem” e não ao pensamento produtivo, justamente porque esse espaço não se presta ao debate argumentativo.

8. Pesquise antes de publicar qualquer informação bombástica, você pode estar pagando um grande mico!

9. Quando for falar com as pessoas, aproveite esse privilégio único e desconecte-se. O Facebook é apenas uma ferramenta de comunicação e não a essência dos relacionamentos, se é que você ainda não percebeu.

10. Isso é o óbvio ululante, mas ainda precisa ser dito: estabeleça um horário para navegar. Olhar notícias dos outros o dia inteiro treinará sua mente para o pensamento interrompido (aquele que não consegue se aprofundar em nada) e para se tornar um fofoqueiro empedernido. Sua mente precisa de conteúdo sólido. E…

11. Pergunte sem fazer objeções, a quem está a sua volta, se acham que você está exagerando na dose!

Em uma dieta restritiva…

O discípulo gaudério.

Por que acredito que estamos voltando ao tempo das cavernas?

Está cada vez mais comum diálogos como os que seguem abaixo:

– Filha, por favor, podes comprar ração para o gato?

– Ah, não pai. Tenho vergonha.

– Mas filha, é tão simples, é só dizer assim: Que-ro ra-ção pa-ra ga-to!

– Ah, não, não vou, tenho vergonha.

Outro semelhante a esse.

– Pai, estou louco de fome. Pede um lanche pra nós?

– Pega o telefone e pede!

– Ah, não! Tenho vergonha.

– Ué, mas tu passas a tarde toda falando com teus amigos pelo Facebook, e não te anima a pedir um lanche pelo telefone?

– Ah, mas é diferente.

– Então vai ficar com fome. Está aqui o dinheiro, se quiseres pede tu mesmo.

– Então, vou comer as bolachas que tem na cozinha.

É uma grande contradição, mas a era das comunicações está produzindo gente que tem dificuldades básicas de interação humana. Não é nem de compartilhar seus problemas, é algo ainda mais fundamental, dirigir a palavra a outro ser humano.

O ser humano que se forma da experiência tecnológica, é ultrassensível (não consegue ouvir uma reprimenda sem entendê-la como um xingamento), é dependente da máquina (não fala sem a ajuda do celular ou computador) sem senso de realidade (vive sem saber a diferença entre internet e vida real) e despreparado para a frustração.

Ora, não posso deixar de concluir, com a amostragem de que disponho, que estamos voltando ao tempo das cavernas, só que essa caverna é solitária. Perdemos habilidades que conquistamos com anos de olho no olho e trocas de chimarrão. É a desgraça das relações, pois os relacionamentos que se formam a partir dessa realidade são mais falsos, mais descartáveis, mais frios e mais egocêntricos. Despreparados então, o que poderemos esperar das comunidades que formaremos. Como será nossa escola, nossas igrejas, nossos bairros e trabalho?

No bairro, digo com tristeza, não vejo mais crianças brincando. Elas compram o seu Playstation, que é cômodo para os pais e divertido pra elas e passam dias sem conversar e sem serem contrariados com opiniões divergentes, sem compartilhar nada.

No trabalho, muitas profissões fundamentais vão ficando sem herdeiros para o futuro, como a construção civil e a agricultura. Trabalho bom, é trabalho de caverna  escritório.

Nas igrejas, as pessoas vão de lugar em lugar procurando não se envolver, porque todo envolvimento tem custos e eles não querem pagar o preço. Tudo que não produz emoções rápidas e intensas é descartável.

E as escolas são o caldeirão desse atraso, onde esses egos mal formados não conseguem dar espaço um para o outro, brigam constantemente, e sem conseguirem se entender criam tribos urbanas impenetráveis a diferença e as vezes atacam-se por frivolidades.

Acho que está mais do que na hora da gente se preocupar e muito com esse fenômeno. Eu mesmo, fiz questão de reduzir minha jornada na internet, quero programar o “dia da desconexão” na minha casa ( um dia no qual ninguém acessará qualquer mídia especialmente a internet) e recomendar a quem se preocupa com os seus, colocar um limite nessa caverna que vai engolindo a todos.

Do contrário nossa indiferença nos converterá a todos em “unga-bunga” e a barbárie encontrará espaço cada vez maior no nosso dia a dia e não haverá polícia nem estado que possa conter.

Com preocupação…

O discípulo gaudério.

Os 4 lapidadores que precisamos

Esse post é dedicado a minha companheira de jornada: Claudia Goulart que tem conseguido a façanha de ser todas essas coisas para mim nestes 20 anos de casamento.

Paulo foi pela graça de Deus um homem fora do comum.

Líder nato, em todo lugar aonde chegou fundou uma igreja.

Estrategista, fincava essas comunidades em epicentros do mundo antigo o que facilitava o espraiamento da mensagem a cada canto do império romano.

Construtor de tendas, mestre da Palavra, escritor, místico e operador de milagres. A tal ponto lhe transbordavam predicados, que até mesmo Freud pai da psicanálise e ateu, teve que se render a grandeza da obra de Paulo quando escreveu que ele “permanece incomparável em toda a história.” (1) Suspeito que sua teoria da personalidade tenha sido inspirada na epístola aos Romanos.

Quando conhecemos um homem assim, é impossível que a gente não se pergunte sobre como foi sua formação. Porque é minha convicção que ninguém desenvolve seu potencial humano sem lapidadores. Vi na história de Paulo 4 tipos de pessoas fundamentais, e creio que embora um Paulo não surja a todo momento entre os humanos, se dermos as boas vindas a esses quatro tipos, seremos gente extraclasse. Ah, e veja se você também pode se tornar algum destes tipos na vida de alguém. Todo mundo precisa!

Vejamos quem são eles:

1. Precisamos de amigos pé no chão.

Aqueles que não deixam a mosca do esnobismo, da pretensão, da afetação, da artificialidade nos picar. São o tipo de pessoa que nos lembra que apesar dos nossos diplomas, do nosso bom emprego, do título de pastor, doutor, professor, ainda somos pó ou simplesmente o “Fabinho” como meus amigos de infância me conhecem.

São o tipo de pessoa que denuncia nossa impostura, nossa falsidade dizendo: pode parar que já te vi jogando bola de kichute furado, limpando o nariz com as mangas do blusão de lã, agachado jogando bolinha de gude com metade do traseiro para fora das calças.

A gente precisa lembrar-se de onde saiu, dos pecados que nos enredaram, para não levantar demais o tom de voz, não vender a mentira do super-homem ou da mulher maravilha que quase sempre fazemos. Paulo tinha nos apóstolos a memória que lhe dizia que ele havia sido “blasfemo, perseguidor e insolente.” (2)

Esse pessoal evita que nos tornemos juízes togados dos outros.

2. Precisamos de gente perturbadora.

Pessoas que enxergam nosso potencial e não admitem que a gente viva na mediocridade. Que nos desafiam (às vezes silenciosamente) a sermos melhores pais, que lembram pra nós que um dia subimos no púlpito do mundo e proclamamos como Martin Luther King: “eu tenho um sonho”. Que fazem perguntas constrangedoras como um dia ao ver minhas metas de vida escritas em um trabalho o professor Howard Dueck disse em toda sua brandura e profundidade: porque você não tem metas para sua família? Evidenciando para mim, meu mais puro egocentrismo.

Gente  como um mosquito, zumbindo no nosso ouvido nos mostrando que não fizemos nem metade do que poderíamos fazer. Gente que sabe que somos capazes de um 9, mas que estamos nos acomodando com um seis. Gente chata em alguns momentos eu sei, que a gente foge, mas que talvez devêssemos mantê-los sempre por perto.

Paulo tinha isso na figura rigorosa de Gamaliel, um grande rabino herdeiro do grande Hillel. (3)

3. Precisamos de gente “escada”.

À medida que envelhecemos percebemos como essa gente é rara. Pessoas que gostam de ver os outros vencerem. Esse pessoal sabe que o brilho de uma estrela não impede o brilho de outras estrelas. Que sucessos são para serem compartilhados. Que não é só o protagonismo que vale. Eu sei, ninguém foi educado para isso. Fomos ensinados a vivermos na selva, da sobrevivência do mais forte. Mas esses diamantes ainda se encontram por aí. E as vezes eles nem estão por perto, mas aprenderam a saborear o sucesso dos outros. E é maravilhoso.

Eles se emocionam com os louros do nosso triunfo como se fosse eles mesmos. Perto deles as alegrias são muito mais alegria. Eles abrem portas para nós, falam bem da gente quando não estamos presentes, nos promovem, nos defendem, e são incansáveis para ver a gente bem. Nos apresentam para quem pode nos ajudar. Essa gente não pode ser esquecida nunca.  Paulo teve Barnabé, que permitiu que ele fosse grande sem achar que isso lhe tirava a importância. Note como o capítulo começa com Barnabé e Paulo e termina com Paulo e Barnabé. (4)

4. Precisamos de “bebês”.

“As pessoas que mais dão trabalho são aquelas que não trabalham” é uma máxima verdadeira na igreja, e em qualquer lugar.

Pessoas problemáticas mudam seu modo de agir quando começam a cuidar de outras pessoas. Vi esse milagre acontecer muitas vezes.

Confesso que ás vezes tenho vontade de dizer na igreja: “não aceito reclamações de quem não está empenhado em cuidar de uma forma regular de outra pessoa espiritualmente”. Porque a percepção do que é importante e o que não é, só acontece quando a gente cuida de outras vidas.

Quando você vê de perto uma família que perde uma pessoa sofrendo com um câncer terminal, você entende que aquela roupa que você não conseguiu comprar no inverno passado não tem importância alguma.

Sim, se você não cuida de outras vidas meu amigo, você não sabe nada! Jamais entenderá a grandeza dos seus pais, o fardo de um pastor, o peso da chefia e a importância do discipulado. Paulo tinha Timóteo, com o qual vemos transparecer todo seu coração “paistoral”. (5)  Eu também tenho muita gente assim. Obrigado meus filhos espirituais da Igreja A Família de Deus em Pelotas, vocês me ajudaram a ser melhor de uma maneira que jamais sonhei.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério

(1)    Deus em questão. C. S. Lewis e Freud debatem Deus, Amor, Sexo e o sentido da vida. Armand M. Nicholi, Jr. Página 63.

(2)    I Timóteo 1:13

(3)    Atos 22:1-3

(4)    Atos 13:7;13;42

(5)    II Timóteo 1:3-7

A conversão de Nero

nero

“O objetivo dele era criar em si mesmo, dos dois (gentios e judeus), um novo homem, fazendo a paz”

Efésios 2:15

Fabrício Carpinejar em um artigo da Zero Hora sob o título: Pedido de desculpas aos meus irmãos escreve assim:

“Não pretendo ter mais razão. Prefiro transformar o orgulho em amor.

Peço desculpas aos dois publicamente. Tenho saudade de nossos churrascos, dos abraços gritados, dos conselhos sussurrados, de me emocionar à toa. E de trapacear no jogo de ludo.

Peço desculpas. Eu errei.

Nossa mãe, Maria Elisa, não suporta a gente distante.

– Não desejo morrer com vocês brigados. Não eduquei minha gurizada ao ressentimento.

Por favor, meu presente de Natal é comemorar com vocês. Prometo que empresto minha bicicleta amarela.”

A crônica me tocou fundo e a muitos que escreveram no seu blog dizendo que sua atitude foi inspiração para elas. Conflito é o que não falta  nesse mundo louco. Somos uma briga que brota de dentro para fora. O caos de nossa relação problemática e mal resolvida conosco mesmo transborda como um cálice amargo que damos de beber a outros. Então vem a revelação: há amor abundante para todos que foi transbordado na cruz e Deus aponta agora para cada um e designa uma missão: ajudem as pessoas a se reconciliarem!

Entre duas pessoas que se desentendem quase sempre há um elemento invisível, que acirra os ânimos em lugar de apaziguar. A infame relação de sogra/genro e nora/sogra costuma contar com outras personalidades envolvidas. Sempre dizemos aos noivos que eles casam com a família do outro também, há os que ignoram, e são precisamente esses que tem os maiores problemas, pois não se sentem responsáveis de preservar o laço entre todos.

Creio que alguns fazem assim para poderem garantir um lugar especial no coração de quem briga. Afinal se ele brigar com todos e ficar só comigo, serei a tábua de salvação, deterei o amor exclusivo, reinarei absoluto.

Outros são egoístas. Como o conflito nunca rebentará em seus colos, eles não se importam. Não creem que tem tudo a ver com eles. Sentem-se tranquilo para aconselhar porque tem certeza que não arcarão com o ônus das decisões do outro.

Outros ainda são simplesmente cegos. Não tem ideia da importância da palavra que dão nos bastidores dos acontecimentos.

Ah quantos reinos irromperam em ciclos  intermináveis de ódio apenas pelos conselheiros do rei. Veja o caso de Aitofel que segundo a Bíblia, os conselhos eram considerados como palavra do próprio Deus: perguntado pelo rei usurpador Absalão o que ele deveria fazer, deu um conselho que aprofundou o abismo que já havia entre o filho e o pai:

“Aconselho que tenhas relações com as concubinas de teu pai, que ele deixou para tomar conta do palácio. Então todo o Israel ficará sabendo que te tornaste repugnante para teu pai, e todos os que estão contigo se encherão de coragem”.(1) II Samuel 16:21

Os jovens conselheiros de Roboão cindiram uma nação:

… seguiu o conselho dos jovens e disse: “Meu pai lhes tornou pesado o jugo; eu o tornarei ainda mais pesado. Meu pai os castigou com simples chicotes; eu os castigarei com chicotes pontiagudos”. (2) I Reis 12:14

A mãe de Acazias afastou seu filho de Deus:

“Ele também andou nos caminhos da família de Acabe, pois sua mãe lhe dava maus conselhos.”(3) II Crônicas 22:3

Quantas igrejas  dizimadas porque o círculo íntimo do pastor tinha sangue nos olhos. Quantas diferenças perpetuadas porque que quem poderia promover a paz preferiu lavar as mãos na atitude demoníaca passiva.

Quantos líderes inseguros no trabalho, que gostam de ver os subordinados brigando entre si, uma equipe cheia de potencial que se perde, porque eles gostam do paternalismo que é despertado na empresa quando seus empregados atracam-se como crianças pequenas.

Ora basta andarmos descuidadamente para nos tornarmos aqueles que colocam fogo na questão. Quero dizer que se você é realmente instrumento da graça, você é responsável pela busca da reconciliação nos conflitos que estão diante de você agora mesmo, de ser um ferramenta de paz, de diminuir as diferenças de sugerir possibilidades de entendimento e até de convocar uma trégua.

Se você está perguntando o que Nero tem a ver com isso, quero lembrar que foi ele quem por capricho e loucura mandou atear fogo em Roma para inspirar uma composição musical. Alguns de nós pelas razões que já nominamos temos a mesma sanha. Chegou a hora da conversão, afinal você é um ministro da reconciliação.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério

Provérbios para discernir as pessoas

“Mas Jesus não se confiava a eles, pois conhecia a todos. Não precisava que ninguém lhe desse testemunho a respeito do homem, pois ele bem sabia o que havia no homem.”

João 2:24,25

Não pense que quem trai para ficar com você, vai ser fiel para sempre. Será fiel ao seu caráter desleal.

Cuidado com os murmuradores que reclamam nas costas dos amigos, dos parentes e de tudo que é passado em suas vidas. Que deixam portas fechadas em todos os lugares aonde vão. Eles certamente são pessoas desleais, e quando não precisarem mais de você esquecerão toda a sua história.

Preste atenção em quem sempre critica o sucesso dos outros, eles não suportarão o seu sucesso também.

Observe quem tem a língua solta, e não fale nada de muito importante a ela, pois logo ali adiante ela entregará o segredo, pois mesmo que tenha boa intenção, não é senhora da própria língua.

Cuidado com quem se diz vítima de todo mundo em todo lugar, provavelmente é um vilão dos mais sutis que você encontrou.

Preocupe-se se todo mundo que está a sua volta só elogia e lhe cobre de louvores. É certo que você não vive em um ambiente de transparência.

Não pense que todo mundo lhe amará pelo bem que você faz, alguns justamente pelo bem que você faz lhe odiarão.

Mulher, o homem que não ama a própria mãe jamais lhe amará, homem, a mulher que não acertou as contas com seu pai, jamais poderá confiar em você.

Se você estiver procurando alguém para trabalhar bem e duro, procure quem está ocupado, pois os preguiçosos sempre encontram um motivo para estarem parados e quem quiser sempre terá o que fazer.

Não se baseie no discurso brilhante dos falastrões, os maiores executivos que conheço, fazem e depois falam.

Acautele-se daqueles que fazem um cavalo de batalha de um só pecado, quase sempre você descobrirá que eles possuíam uma afinidade que desejavam dissimular.

Mas apesar de tudo a Escritura nos ensina:

“Assim foram alguns de vocês. Mas vocês foram lavados, foram santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de Deus.” (1)

E também diz:

“Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!” (2)

E convém não esquecer:

“E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos.” (3)

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

(1)    I Coríntios 6:11

(2)    II Coríntios 5:17

(3)    Gálatas 6:9

Como o caráter pode nutrir relacionamentos?

Muita gente que hoje lê esse texto está com problemas de relacionamento. Não pretendo oferecer uma solução fácil, quero oferecer um caminho efetivo para você trazer restauração e nutrição aos seus relacionamentos. Mas não é uma questão de inteligência, é uma questão de caráter. Vejamos:

1. Humildade.

Qual é o resultado do contato das pessoas com você? Elas saem de um encontro com você destruídas a respeito delas mesmas, ou animadas a darem passos para serem melhores. Meu estilo crítico escondia a arrogância do meu coração quando ainda era jovem. Uma porção de fracassos, sensação de isolamento e a ajuda de gente que eu amava fizeram com que eu mudasse minha abordagem com as pessoas.

Você é exibido? Você faz propaganda de seus dons, ou procura reconhecer os dons dos outros. Quem gosta de falastrão é jornalista.

Porque os filhos acabam se distanciando dos pais? Porque não veem seus pais compartilharem lutas e dificuldades.

Muitas vezes a chave da solução de um problema não está na inteligência, mas na humildade.

2. Estabilidade.

Tem gente que nunca sabemos o que esperar deles. Podem estar brincalhões, e em outro momento estão mal humorados.

Às vezes podemos contar com eles, às vezes não.

Conheci um homem que era assim. Era de fases. Não é de se admirar que sua vida espiritual passou do legalismo a promiscuidade. E também não é por acaso que fracassou no casamento.

Nossos problemas não devem servir de álibi para a grosseria. O fruto do Espírito é o domínio próprio. As mulheres precisam ter domínio sobre sua TPM. Não podem utilizar como desculpa para infernizar seus maridos. Os homens não podem permitir que os desgostos no trabalho sejam descarregados em casa.

3. Encorajamento.

Encorajamento é a capacidade de reconhecer um trabalho bem feito, assim como o estímulo a uma vida excelente. E as pessoas necessitam terrivelmente serem encorajadas. Quando olho o Novo Testamento percebo que Paulo fez um trabalho intenso de visitas às igrejas que havia fundado. E nas cartas percebemos que grande parte do seu trabalho era o de encorajar os discípulos em uma sociedade hostil. As pessoas se desanimam com facilidade, e uma boa palavra pode fazer maravilhas por elas. Tenho observado em minha experiência que as pessoas têm mais dificuldade de encorajar seus companheiros do que qualquer outro. Mais uma vez a razão disso é a grande carência das pessoas que se reflete na competição selvagem. Assim é que, um professor raramente reconhece outro professor. Um mecânico raramente reconhece outro mecânico. Um vendedor raramente reconhece outro vendedor. Saia hoje mesmo com o propósito de encorajar seus colegas, que fazem o mesmo trabalho que você e veja como a vida pode ficar mais leve.

4. Segurança.

Você precisa respeitar a si mesmo, antes de respeitar aos outros.

Você precisa cuidar o que fala de si mesmo para poder cuidar o que fala dos outros.

Você precisa crer que Deus está contigo, para ser bênção na vida dos outros.

Você precisa ter certeza do amor dos outros para não andar mendigando por aí.

Você precisa se enxergar como Deus te enxerga. A Bíblia me fala em diferentes textos quem eu sou em Cristo. Não quem eu sou aos olhos da sociedade. Em Cristo, sou sal, sou luz, sou embaixador, sou ministro da reconciliação, sou nova criatura.

Até para conseguir um namorado você precisa segurança. Tem gente que vive dizendo: Quem vai me querer? Essa atitude vai minando a confiança e as pessoas vão se afastando. Li em algum lugar: “Se você não se sente bem consigo mesmo, os outros também não vão se sentir.” Simples assim.

 5. Confiança.

Se Jesus foi traído, o que poderemos dizer de nós? Mesmo assim apesar de Judas o haver entregado aos guardas do templo, de Pedro com confissões tão dramáticas haver negado qualquer ligação com ele, e de todos terem fugido na hora decisiva, Jesus confia a eles a evangelização do mundo! Não é impressionante! Continuar confiando apesar das decepções é a graça que precisamos pedir a Deus para gerar em nós a fim de que possamos continuar vivendo o amor nos nossos relacionamentos.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.